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lifeasacoolphotograph:

ACROSS THE UNIVERSE | SONGS Hey Jude Joe Anderson

And any time you feel the pain, Hey Jude, refrain
Don’t carry the world upon your shoulders
For well you know that it’s a fool who plays it cool
By making his world a little colder


19 notes

“Moça, me espere, amanhã levo o meu coração pronto pra te entregar. Moça, moça eu te prometo, eu me viro do avesso só pra te abraçar. Moça, sei que já não é pura… Teu passado é tão forte, pode até machucar. Moça, dobre as mangas do tempo, jogue o teu sentimento todo em minhas mãos. Eu quero me enrolar nos teus cabelos, abraçar teu corpo inteiro, morrer de amor, de amor me perder.”
Moça, Caetano Veloso. (via drunkrascal)

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palavras-de-bolso:

Surge aquele momento em que misturamos nossos sorrisos aos nossos planos, às nossas esperanças e às nossas perspectivas, aos nossos sonhos e desapontamentos, e eu não sei bem como agir diante de tanta intimidade, não sei bem como fugir dos teus olhos fixos nos meus, da nossa seriedade imediata enquanto ficamos a nos olhar como se fosse a primeira vez em que nossos caminhos se cruzassem.

É estranho notar uma possibilidade, é difícil não pensar no talvez que nos envolve. Durante tanto tempo, eu e você, ali, parados, um diante do outro, resumindo nossos dias e nossas desventuras, imaginando como pode,meu Deus, como pode existir essa relação tão forte entre duas pessoas que há algum tempo eram estranhas, eram desconhecidas uma à outra. Como vivemos sem nos termos?

E é no meio da bagunça dos nossos desencontros e promessas de casamento aos trinta e três, caso ninguém mais se interesse, que eu me vejo perdia, confusa. Nós dois aprendemos a compartilhar a maioria das nossas experiências, o que é bom, tem coisas que não precisam ser ditas, e ainda somos assim,mesmo que essa névoa estranha e quase imperceptível paire diante dos nossos olhos. Nós ainda somos essencialmente os mesmos, talvez com o coração um pouco machucado e cansado de problemas, de dúvidas e de medos. Mas, ainda sim, ainda somos aqueles dois pré-adolescentes que sorriam um para o outro quando sentiam que as coisas não estavam bem.

Nós nunca precisamos das palavras. Não. Os olhos bastam. Os gestos servem. Tudo bem,eu falo demais, todo mundo sabe disso. Mas nunca precisei dizer que te amo, nunca precisei ouvir isso para saber que é uma verdade, que nós nos amamos assim, como somos, mesmo que eu xingue e esbraveja na maior parte do tempo o quanto tu poderia ser mais responsável e viver a vida de uma forma mais saudável.

Somos autênticos juntos, parecemos uma dupla que funciona bem. Eu me irrito, tu te irrita, nós nos irritamos. A conjugação parece perfeita para vários verbos quando se trata de nós dois. E eu não me sinto em um espaço errado, não acho que poderia estar em qualquer outro lugar, pelo contrário. Essa liberdade toda que sentimos por termos nossos vinte e poucos anos parece provocar um misto de euforia e de medo, uma ânsia por experimentar de tudo até os trinta, por chegar ao lugar que nós achamos que merecemos estar, por amar e desamar, por viver, viver, viver.

De qualquer forma, eu te quero por perto, te quero comigo até o fim, até a morte. E quero sorrisos, afagos, abraços, piadas, risadas, lágrimas, ombro,cinemas, livros,citações chatas, filmes que eu não vou ver, cervejas, críticas e discussões. Mas, principalmente, quero que nós sejamos, sempre, os mesmos dois que costumávamos e que costumamos ser. E espero, do fundo do coração, que daqui há vinte anos nós possamos olhar pra trás e saber que, se enxergássemos hoje nossa versão futura, nós sorriríamos um para o outro e diríamos: “Cara,tu é mesmo foda.”


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